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Fenemi é coorganizadora do VI DEMI-MS, que debate meio ambiente em MS

Um dia inteiro de debates sobre os desafios e oportunidades das Engenharias e o meio ambiente de Mato Grosso do Sul. Esta é a proposta da sexta edição do DEMI-MS, um evento realizado pela Associação Brasileira de Engenheiros Mecânicos (Abemec-MS) e coorganizado pela Federação Nacional de Engenharia Mecânica e Industrial (Fenemi). O encontro será realizado no dia 6 de maio, às 8h30, no auditório do Crea-MS, em Campo Grande. As inscrições são gratuitas.

O seminário Desafios e Oportunidades das Engenharias no Desenvolvimento Industrial de Mato Grosso do Sul (DEMI-MS) discute a participação e contribuição dos engenheiros, das mais diversas áreas, no avanço tecnológico das indústrias sul-mato-grossenses. Esta edição, em especial, inclui as questões ligadas ao Meio Ambiente como tema central dos debates.

“Nosso estado é rico em belezas naturais e em recursos também. O tipo de discussão que queremos provocar é como avançar no setor industrial, utilizando tecnologia, criando empregos, mas principalmente, que esse crescimento respeite o nosso meio ambiente”, defende o presidente da Abemec-MS, eng. Manoel Rodrigues.

O evento é patrocinado pelo sistema Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia e Mútua.

Programação – No período da manhã, após a abertura oficial do evento, dois temas serão colocados em pauta: os aspectos legais da manutenção e descarte dos gases refrigerantes, e a água como fluido refrigerante. As palestras serão ministradas pelos engenheiros Christiane Lacerda e Paulo Sergio Carvalho, respectivamente. A mediação será feita pelo presidente da Abemec do Distrito Federal, eng. Gutemberg Rios.

Já no período vespertino, serão quatro palestras. O engenheiro Gerson Catapano fala sobre descarte de peças de manutenção. A seguir, a engenheira Glenda dos Santos apresenta “Produtos químicos usados em manutenção”. O tema eficiência energética é trazido à discussão pelo presidente do Sindratar-SP, eng. Carlos Trombini. E encerrando a programação do evento, o futuro da biomassa em Mato Grosso do Sul é apresentado na última palestra. A mediação do período da tarde fica por conta do eng. Francisco Medeiros.

Inscrições – As inscrições gratuitas podem ser feitas no site da Abemec-MS: www.abemecms.org.br ou diretamente no link: http://bit.ly/demi_ms. Haverá emissão de certificados de participação. O auditório do Crea-MS fica na rua Sebastião Taveira, 272, bairro Monte Castelo, Campo Grande, MS.

Seminário sobre a importância do PMOC em sistemas prediais acontece em março

O evento acontece na Escola Senai da Construção, em Campo Grande, MS. FENEMI é coorganizadora.

Associação Brasileira de Engenheiros Mecânicos - Seção MS (ABEMEC-MS) realiza, nos dias 21 e 22 de março, o Seminário Nacional sobre a importância do PMOC em sistemas prediais. Durante dois dias, autoridades do setor se reúnem para discorrer sobre importantes temas, com credenciamento gratuito, a partir das 8h e início previsto para às 9 horas.

No primeiro dia de evento, serão apresentados os seguintes temas: O CONFEA e o futuro da Engenharia, O Engenheiro Mecânico nos sistemas prediais, Importância do projeto para e eficácia dos sistemas de climatização, A evolução da Engenharia Mecânica nos Sistemas de Climatização, Importância dos sistemas de filtragem e tratamento do ar, Qualidade do ar de interiores, Sistemas energeticamente eficientes

Ao fim do primeiro dia acontece, também, com a entrega do Prêmio "Agora é que são elas- Mulheres no AVACR", um reconhecimento a todas as mulheres que fazem a diferença no setor de climatização e refrigeração.

No segundo dia de evento, parte da programação será dedicada à apresentação de casos e na sequência, serão discutidos os temas: A Engenharia de Manutenção, O PMOC de Climatização nas edificações públicas e O PMOC na palma da mão - Sistema iClass.

O evento é coorganizado pela Federação Nacional de Engenharia Mecânica e Industrial (FENEMI), com patrocínio do Sistema CONFEA/Mútua, e recebe o apoio do CREA-MS, Comitê Nacional de Climatização e Refrigeração, ASMEST, Sistema FIEMS/SENAI e ASHRAE Brasil. As inscrições podem ser feitas no link https://bit.ly/2MJm0NI.

A Escola Senai da Construção, localizada na Rua Rachid Neder, s/n, São Francisco, em Campo Grande, MS.

Serviço

Quer saber mais sobre a ABEMEC MS? Acesse: http://abemecms.org.br/

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CONEMI: segundo lote já disponível para inscrição

O Congresso Nacional de Engenharia Mecânica e Industrial (CONEMI) será realizado em Campo Grande, MS, no mês de agosto deste ano. O segundo lote de inscrições está ativo a partir desta segunda, 25.

 

Para profissionais, a inscrição é de R$ 180,00 (mais o acréscimo de R$ 18 de taxa). Acadêmicos recolhem R$ 95,00 (mais R$ 9,5 de taxa) e membros dos Creas Juniores de todo o Brasil pagam R$ 45,00 (mais R$ 4,50 de taxa). Os valores do segundo lote permanecem até 20 de março de 2019.

 

Associados nas ABEMECs locais têm 30% de desconto na inscrição. É necessário procurar a Associação para efetivar a inscrição.

 

As inscrições podem ser feitas no link: https://www.sympla.com.br/fenemi

 

CONEMI – O maior congresso de Engenharia Mecânica e Industrial do país será realizado nos dias 21, 22 e 23 de agosto de 2019 em Campo Grande, MS. O evento é organizado pela Federação Nacional da Engenharia Mecânica e Industrial (FENEMI) com o apoio do Sistema CONFEA/CREA e demais entidades.

 

Nesta edição, o tema do evento é “Como a Engenharia Mecânica e Industrial podem melhorar o Agronegócio do Brasil”. Conhecido por sua característica de integrar academia e mercado do trabalho, o CONEMI admite submissão de artigos e conta com a participação de profissionais que têm atuação destacada na indústria nacional.

CONFEA cria comissão especial para tratar do PMOC

O presidente da Federação Nacional de Engenharia Mecânica e Industrial, eng. Marco Aurelio Candia Braga, comemorou a criação de uma comissão específica para tratar do Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC) no âmbito do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA). “Para a engenharia e sociedade é uma grande vitória”, afirmou.

A medida foi aprovada na plenária do dia 15 de fevereiro, que instituiu a Comissão Temática do Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC), com o objetivo de fixar parâmetros de fiscalização específicos para o exercício e as atividades profissionais relativas ao Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC), visando garantir a unidade de ação.

São membros da Comissão: Cons. Fed. Ronald do Monte Santos como coordenador; Cons. Fed. Carlos de Laet Simões de Oliveira; Eng. Mec. Luciano Valério Lopes Soares; Eng. Mec. Carlos Eduardo Marchesi Trombini e Eng. Mec. Arnaldo Basile Júnior.

Marco Aurelio credita a criação da comissão ao trabalho intensivo realizado pela FENEMI desde os trâmites para aprovação da Lei nº 13.589, de 2018, que estabeleceu em seu art. 1º que “todos os edifícios de uso público e coletivo que possuem ambientes de ar interior climatizado artificialmente devem dispor de um Plano de Manutenção, Operação e Controle – PMOC dos respectivos sistemas de climatização, visando à eliminação ou minimização de riscos potenciais à saúde dos ocupantes”.

“Nossa intenção sempre foi a de manter o Engenheiro Mecânico como profissional responsável pela elaboração e execução do PMOC. Essa Comissão surge com a missão de reforçar a importância do profissional à frente do Plano, bem como fiscalizar todos os profissionais que estejam envolvidos nas atividades relacionadas”, destacou Marco Aurelio.

A instalação da Comissão será realizada nos dias 11 e 12 de março, em Brasília, oportunidade em que serão apresentados planos de trabalho, metas e calendários. As reuniões contarão com a participação de um membro do Ministério da Saúde.

Valmor Pietsch e Marco Aurélio Braga assumem a coordenadoria do Colégio de Entidades Nacionais

Fortalecimento das entidades e valorização profissional são dois dos pontos destacados na proposta de trabalho da chapa eleita para coordenar o Colégio de Entidades Nacionais (Cden) do Sistema Confea/Crea e Mútua em 2019. Eleitos na tarde desta quarta-feira (20/2), Valmor Pietsch, presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Agrícolas (Abeag), e Marco Aurélio Braga, presidente da Federação Nacional de Engenheiros Mecânicos e Industriais, têm um ano de mandato à frente do grupo.

 

 



Ao assumir a coordenação, Pietsch ressaltou a importância da união. “Somos um grupo de vinte entidades. Não existe separação. Precisamos de parceiras para que cresçamos enquanto colegiado”, disse, e pediu que todos acompanhassem, analisassem e, mais, fizessem cobranças a respeito dos projetos do Colegiado.

Coordenador-adjunto, Braga defende a modernização do Cden. “Queremos colocar uma característica mais jovial, agregar tudo digitalmente. Precisamos conversar mais facilmente, de forma mais tranquila”, pontuou. Após agradecer a confiança dos colegas, ressaltou o trabalho a ser desenvolvido. “Nossos cargos são honoríficos. Largamos nossas atividades pessoais, nossas famílias, e viemos até aqui para construir algo. Viemos para trabalhar”, concluiu.


Pietsch e Braga recebem o cargo de Wilson Lang (presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia) e de Vanderli Fava (presidente da Associação Brasileira de Ensino em Engenharia). Antes de passar a coordenação dos trabalhos aos novos mandatários, Lang destacou algumas das ações realizadas em 2018, como o projeto para desenvolver a cultura de planejamento estratégico nas entidades regionais e as tratativas junto à Ordem de Engenheiros de Portugal (OEP) para a realização de um evento internacional que trate da preservação do patrimônio histórico – esse último motivado pelo incêndio que destruiu o Museu Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro, em setembro passado.


A primeira reunião de 2019 do Cden faz parte da programação do 8º Encontro de Líderes Representantes, que até 22 de fevereiro reúne centenas de lideranças profissionias em Brasília. É neste evento que são definidos os planos de trabalho, os calendários e os coordenadores do Colégio de Presidentes, do Cden e das Coordenadorias de Câmaras Especializadas e de Comissões de Ética.

 

Beatriz Craveiro
Equipe de Comunicação do Confea

Confea analisa parcerias com Unyleya

O Confea pretende analisar as propostas encaminhadas pela Faculdade Leya (Unyleya), visando à promoção de parcerias com o Sistema, oferecendo como contrapartida o estudo das grades curriculares dos cursos de graduação e pós-graduação da entidade. Em reunião mantida na tarde desta terça (6), representantes das entidades discutiram temas como o ensino a distância, ficando evidenciado o posicionamento contrário à modalidade.

“Hoje, a posição do Confea é contra o EaD, principalmente na graduação. Estamos abertos ao diálogo, mas temos restrições para que esses cursos de engenharia sejam promovidos dessa maneira. Em muitos casos, a gente entende que há mais mercantilismo do que preocupação com a sociedade. Temos que ter controles, como possivelmente as provas de proficiência”, destacou o vice-presidente do Confea, eng. Eletric. Edson Delgado, em posicionamento corroborado pelo presidente da Associação Brasiliense de Engenharia de Segurança do Trabalho (Abraest), Denílson Rodrigues Santana, e da assessora da presidência do Confea, eng. eletric. e eng. seg. trab. Fabyola Resende, além do presidente e do vice-presidente da Federação Nacional de Engenharia Mecânica e Industrial (Fenemi), respectivamente, Marco Aurélio Candia Braga e Gutenberg Rios. 

Edson Delgado se referia explicitamente às pós-graduações EaD da faculdade em Engenharia de Segurança do Trabalho e em Engenharia de Produção, em processo de autorização pelo ministério da Educação. “Engenharia de Segurança do Trabalho envolve vida. Muitos conhecimentos dependem da prática. Estamos lidando diretamente com a vida e a saúde do trabalhador. A disciplina Higiene Ocupacional, por exemplo, exige prática pois é onde o aluno aprende a lidar com situações de insalubridade e periculosidade no trabalho. Outra situação preocupante é a que envolve os Primeiros Socorros. É fundamental que o engenheiro de Segurança do Trabalho tenha o mínimo de conhecimento prático para prestar atendimento no caso de acidente do trabalho, como intoxicação, queimaduras, feridas etc. É um conhecimento prático que pode significar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a nossa maior preocupação, a defesa do trabalhador, do empregador e da sociedade”, considerou a eng. seg. trab. Fabyola Resende.

Pela Unyleya, participaram da reunião o coordenador de pós-graduação, Eduardo Cobre, a gerente comercial Juliana Rocha e o supervisor comercial João Quinalha. Destacando ainda a possibilidade de uma parceria em torno de cursos livres de capacitação para os profissionais do Sistema ou para os profissionais dos Regionais e do Federal, o grupo apresentou a amplitude do grupo, tem responsável por publicações e outras soluções educativas. Em apenas uma delas, a W-Pos, há o registro de 44 cursos de engenharia a distância, enquanto na própria Unyleya há mais de 80 cursos da área de engenharia homologados.

 

Universidade apontou para a possibilidade de convênios com os profissionais e para ajustes na grade curricular de seus cursos a distância
Universidade apontou para a possibilidade de convênios com os profissionais e para ajustes na grade curricular de seus cursos a distância


Segundo a faculdade, convênios para a promoção de descontos em cursos livres já foram promovidos junto aos regionais do Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Rio Grande do Sul e outros. “Podemos encaminhar propostas para convênios e descontos em cursos de pós-graduação customizados, além de cursos livres com trilhas de conhecimento para pós”, comentou Juliana Rocha. “Poderíamos analisar essa parceria na parte de gestão pública, que pode ser muito útil aos profissionais dos Creas e do Confea”, ponderou Fabyola Resende. Em relação aos cursos de especialização em engenharia na modalidade EaD,  João Quinalha considerou que, a exemplo das negociações mantidas junto ao Conselho Federal de Enfermagem – Cofen, é possível que haja algumas adaptações nas pós-graduações a distância.

 

Henrique Nunes
Equipe de Comunicação do Confea

Comunicadores do Sistema discutem estratégias de divulgação

Com a proposta de debater estratégias de comunicação e marketing e ampliar o diálogo com os profissionais e a sociedade, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia promove o Seminário de Comunicação Institucional em Brasília, nos dias 7 e 8 de fevereiro.

 

 

 

 

CLIQUE AQUI E CONFIRA A PROGRAMAÇÃO



A agenda será uma oportunidade de integrar os profissionais de comunicação do Sistema Confea/Crea e Mútua, como pontua o presidente eng. civ. Joel Krüger. “Nossa grande expectativa é compartilhar com os participantes informações para o aperfeiçoamento da comunicação.” 

Para isso acontecer, o gerente de Comunicação do Conselho, jornalista Felipe Augusto Pasqualini, adianta que o conteúdo está sendo planejado para proporcionar conhecimentos sobre como explorar ferramentas de comunicação e, assim, ampliar a interação com os stakeholders. 

“Está prevista palestra sobre o futuro da comunicação, com participação de um especialista em marketing contemporâneo. Teremos também uma conversa com profissional de mercado sobre produção de conteúdo para redes sociais, com foco na relação dialógica”, comenta o gerente, que conta com auxílio da publicitária Silvia Girardi na organização do seminário. 

Plano de Comunicação
“Durante o evento, pretendemos ainda levar aos comunicadores instruções para a elaboração de plano de trabalho para o Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento da Comunicação e para a Política de Patrocínios”, complementa o presidente do Confea lembrando que a realização do encontro é uma das ações propostas pelo Plano de Comunicação do Confea 2018-2020.

Nessa linha, estão programados três momentos de explanação e debate sobre esses temas com a presença do superintendente de Estratégia e Gestão e das gerentes de Desenvolvimento Institucional e de Planejamento e Gestão. 

Troca de informações
Para compartilhar experiências e apontar contribuições de melhoria para casos reais que acontecem no cotidiano da área de comunicação, os participantes terão duas horas de conversa no primeiro dia de seminário, que será fundamental para o sucesso da comunicação institucional, como avalia a integrante do Conselho de Comunicação e Marketing (CCM) e presidente do Crea-RN, eng. civ. Ana Adalgisa. 

“Esse momento será de extrema importância para que nossos profissionais da comunicação fiquem por dentro das tendências. Acredito que todos ganham com esse aperfeiçoamento: os comunicadores que vão adquirir mais conhecimento, e os profissionais e a sociedade que passarão a ter uma comunicação mais uniforme e com a visibilidade necessária para divulgar as ações do Sistema Confea/Crea."

O alinhamento das estratégias também é visto com bons olhos pelo conselheiro federal e componente do CCM, eng. agr. João Bosco de Andrade Lima Filho: “O evento se reveste de importância para o momento atual em que a engenharia, por meio das suas diversas modalidades, será demandada; por isso é importante nivelar informações”.

Quem também aposta nos bons resultados do encontro é o presidente da Federação Nacional de Engenharia Mecânica e Industrial (Fenemi) e membro do CCM, Marco Aurélio Braga: “O seminário é relevante, pois permite a contribuição daqueles que fazem parte do Sistema, ajudando a construir uma rede de difusão de informações atualizada com as tendências de comunicação, acessível e eficaz, dando visibilidade ao Sistema Confea/Crea”.

Julianna Curado
Equipe de Comunicação do Confea

Entidades do Sistema lamentam tragédia de Brumadinho

Diversas entidades que compõem o Sistema Confea/Crea manifestaram-se em decorrência do rompimento da barragem da Mina do Feijão, em Brumadinho-MG. No último sábado (26), o Confea e o Crea-MG assinaram uma nota conjunta, lamentando o incidente da última sexta, que já registrou a morte de 60 pessoas até o início da tarde desta segunda-feira. Todas as entidades se solidarizam com as vítimas e destacam a importância da Engenharia e das Geociências do país.

Em sua conclusão, a nota afirma: “Os Conselhos reforçam a necessidade de discutir alternativas e protocolos técnicos capazes de minimizar riscos sociais e ambientais, assim como as políticas de licenciamento ambiental e de segurança de barragens. Para o Sistema Confea/Crea é imperativo trabalhar com demais órgãos técnicos na busca de soluções definitivas para que desastres como esse jamais voltem a acontecer em nosso país”.

“É com pesar que externamos nossa solidariedade às famílias das vítimas da tragédia de Brumadinho, Minas Gerais. Lamentamos por mais um cenário catastrófico, o Brasil está de luto juntamente com a Engenharia de Segurança do Trabalho”, declarou a Associação Nacional de Engenharia de Segurança do Trabalho (Anest).

Negligências e questionamentos

Com um alerta ao governo federal para a necessidade de rigor na fiscalização e no cumprimento da legislação ambiental e de respectivos protocolos de segurança, a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) também prestou solidariedade às vítimas e familiares de mortos e desaparecidos, entre eles, profissionais de engenharia. “A tragédia, resultante de negligências diante de alertas da sociedade civil organizada, impõe ao Brasil a urgente tarefa de controle social desses empreendimentos. Reivindicamos, ainda, o fortalecimento das instituições públicas de fiscalização, auditoria e monitoramento, bem como responsabilização, punição rigorosa aos envolvidos e reparação às famílias e à população atingida”. E conclui, enaltecendo a “competência, a inteligência e a capacidade técnica da engenharia brasileira e de especialistas das universidades públicas em proporcionar soluções para a contenção de danos, logística e reconstrução da região”.

O contexto das barragens de rejeito e de águas do Estado de São Paulo serviu de parâmetro para a nota da Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo). Após uma consulta ao site da Agência Nacional de Águas (ANA), a entidade relatou que apenas 197 das 7.171 barragens outorgadas do Estado estão cadastradas no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), criado pela Lei Federal nº 12.334/2010. Identificando outras falhas no registro, sobretudo das barragens de grande porte, acima de 15 metros e com alto dano potencial associado, a entidade faz cinco importantes questionamentos às autoridades, colocando-se à disposição para auxiliar na aplicação da Política Nacional de Segurança de Barragens. Posteriormente, a entidade publicou uma segunda nota sobre a tragédia.

Conhecimento e medidas

Após lembrar que "a construção e a operação de uma barragem agregam conhecimentos multidisciplinares, abrangendo grande parte das engenharias, geologia, geotecnia e agronomia”, a Federação Nacional de Engenharia Mecânica e Industrial (Fenemi) lastimou a “desvalorização de nossa engenharia no Brasil”, desde a formação do engenheiro à ausência de empreendimentos. A Fenemi associa a escassez de profissionais experientes nas grandes obras atuais, em detrimento a mão de obra menos dispendiosa, à contratação pelo Regime Diferenciado de Contratações e ao pregão, que “desvalorizaram a engenharia, trazendo consigo um resultado ‘aprovado’ burocraticamente pelos órgãos de controle estatais, mas sem o devido amadurecimento técnico necessário”, apoiando a aprovação do PLC 13/2013, que trata da Carreira Técnica de Estado para Engenheiros e Arquitetos, ressaltando ainda que “as palavras-chave para evitar catástrofes como essas são manutenção e monitoramento, que exigem equipes multidisciplinares, bem treinadas e experientes”. 

Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge) solidarizou-se com as vítimas, lembrou que os prejuízos ambientais e humanos são interdependentes e indissociáveis e considerou que “as entidades da engenharia estão consternadas e preocupadas com a situação de outras intervenções que podem resultar em novas tragédias, sejam elas pontuais como esta ou que vão deteriorando o ambiente ao longo do tempo”.

Já a Academia Cearense de Engenharia – ACE afirmou que “na Engenharia de Barragens, o Brasil se destacou e granjeou o respeito internacional por suas obras magníficas”, apontando que, desde 2004, “a Engenharia Nacional se voltou para o desenvolvimento da Segurança de  Barragens”, culminando com aprovação da Lei 12.334/2010, e lembrando que a incumbência pela condução e implementação da Política Nacional de Segurança de Barragens cabe à ANA e ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH). “Deste modo, coube inicialmente ao DNPM – Departamento Nacional de Produção Mineral e hoje à ANM – Agência Nacional de Mineração, a fiscalização das barragens de acumulação de rejeitos da mineração”, descreve a nota, antes de enfatizar a necessidade de o país "proibir a construção das barragens de acúmulo de rejeitos pelo processo de alteamento a montante”.

Equipe de Comunicação do Confea

Comunicado oficial: rompimento de Brumadinho

Senhores(as),

 

A FENEMI - Federação Nacional de Engenharia Mecânica e Industrial se compadece com as vítimas de mais um lastimável evento de falha de barragem.

A história da engenharia de barragens no Brasil é antiga e sempre buscou por excelência e qualidade, e com ela chegamos ao topo mundial em projeto e construção de barragens.

A construção e operação de uma barragem agrega conhecimentos multidisciplinares, abrangendo grande parte das engenharias, geologia, geotecnia e agronomia, além de outras áreas de formação não técnica, o que torna cada empreendimento único e com um potencial econômico direto e indireto.

O Meio Ambiente sempre é pauta em empreendimentos de barramento, devendo o mesmo ter sua viabilidade estudada, afinal, o bojo desse tipo de empreendimento é de larga amplitude e necessita de tempo de estudo e projeto.

Mas então, onde foi parar nossa competência reconhecida mundialmente? Desaprendemos? De fato, não desaprendemos!

Boa parte dos profissionais que nos levaram ao estrelato mundial ainda continuam atuantes em suas carreiras, mas vejamos: houve um tempo em que os participantes do empreendimento (projetista, construtor e cliente) sentavam à mesa e falavam a mesma língua, com base técnica. Notando os empreendimentos atuais, o que se tem é um cliente que considera a engenharia apenas um mal necessário, desprovido de informações de peso técnico, onde se enxerga apenas prazo e custos.

E com isso as decisões de cunho técnico são tomadas por não-técnicos, em meio a uma exorbitante burocracia, sem mérito em normativos de engenharia.

A carreira técnica no Brasil, inicialmente, foi colocada paralela à carreira administrativa e depois subordinada a essa segunda. É lastimável essa desvalorização de nossa engenharia no Brasil. Essa depreciação se inicia desde a formação do engenheiro, também prejudicada com a ausência de empreendimentos.

Como dito, há de se pautar os efeitos indiretos de grandes empreendimentos. À exemplo das barragens, as equipes são formadas por gerações de profissionais de carreira técnica com o objetivo de transmissão de conhecimento. Ao buscar as grandes obras, é notável a presença de profissionais sêniors, plenos, júniors e estagiários, que completam a cadeia da aprendizagem.

Contudo o que se vê hoje, nas obras, é que raramente se encontram profissionais experientes. Os sem experiência são mais “baratos” e são aprovados pela atual forma de exercício do dispêndio público. Além disso, a falta de trabalho para profissionais de engenharia dificulta a formação profissional.

As medidas “legais” de RDC e pregão achataram os preços, mas também desvalorizaram a engenharia e reduziram drasticamente o tempo de estudo e projeto, trazendo consigo um resultado “aprovado” burocraticamente pelos infindáveis órgãos de controle estatais, mas sem o devido amadurecimento técnico necessário.

O estado muito pode melhorar com isso, aprovando, por exemplo, a PLC 13/2013, que trata de Carreira Técnica de Estado para Engenheiros e Arquitetos e não “analistas”, que há muito tempo devaneia nos corredores de Câmara e Senado sem efetividade.

Lamentavelmente, a taxa atual de insucessos em barragens no Brasil é INACEITÁVEL, e traz evidência de que algo foi significativamente alterado de forma equivocada no processo, quando comparada com o resto do mundo. Durante cerca de 35 anos construímos uma significativa quantidade de barragens e tivemos pouquíssimos problemas, mas na última década a “coisa” se perdeu.

No mundo todo existem inúmeras cidades e instalações a jusante de barragens. Afinal elas não são feitas para romper. No entanto, não existe RISCO ZERO. Existem riscos calculados, existem controles e normativas que minoram a ocorrência desses acidentes.

Contudo as palavras chave para evitar catástrofes como essas são manutenção, que parece ter desaparecido do dicionário do brasileiro, e monitoramento, ainda mais distante. As inspeções de segurança em barragens são prejudicadas pela falta desses dois elementos, que exigem equipes multidisclinares, bem treinadas e experientes.

Afinal, agora de acidente ocorrido, a engenharia nacional dará solução de reconstruir os bens materiais, sem dúvidas de forma mais dispendiosa que se tivessem realizado a devida manutenção e monitoramento. Mas as vidas “inundadas” e os custos sociais, esses são irrestituíveis. Nos resta chorar pela lama derramada.

Afinal tivemos falhas em nossas grandes obras recentes. Além de Brumadinho (Barragem), houve: Mariana (Barragem), Marginal Pinheiros (Viaduto), Eixão de Brasília (Viaduto), Guararapes (Viaduto), Bairro Dionísio Torres (Viaduto).

A FENEMI reitera seu compadecimento, salientando que as ações nesse momento devem ser corretivas, para Brumadinho. Mas para as outras 50 barragens “sem garantia”, as ações devem ser preventivas e preditivas, para a correta manutenção de nossas obras nacionais.

Dessa forma, estaremos garantindo a segurança da sociedade, bem como o gozo dos benefícios diretos e indiretos dos investimentos. E quem sabe conseguiremos promover uma melhor conscientização de todos para que a manutenção seja enxergada como um processo de constante atualização e gestão de nossos ativos, atuando de forma preventiva e progressiva.

 

Atenciosamente,

FENEMI

 

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Geo. Paulo Guimarães [Especialista]

Enga. Tammy Mayara Daltoé Inglez [ABEMEC-DF]

Eng. Gabriel Costa Abreu [ABEMEC-DF]

Eng. Gutemberg Rios [FENEMI]

Eng. Marco Aurélio Cândia Braga [FENEMI]

10º CNP: definidos o tema central e eixos temáticos

“Estratégias da Engenharia e da Agronomia para o Desenvolvimento Nacional”, este é o tema central do 10º Congresso Nacional de Profissionais (CNP), que acontece dentro da programação da 76ª Soea (Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia), a ser realizada de 20 a 21 de setembro próximo, em Palmas (TO). A decisão foi tomada durante a sessão plenária 1483, do Confea, realizada na sexta-feira (25). 

Entre os 65 processos – 59 na pauta ordinária e seis na pauta extraordinária, foi aprovado um prazo maior - até 08 de fevereiro -  para que os Creas DF MS PB e SP enviem ao Confea os nomes das delegações que participarão do 8º Encontro de Líderes Representantes do Sistema Confea/Crea, agendado para os dias 20 a 22 de fevereiro próximo.

Uma inversão de pauta – provocada por problemas técnicos que logo no início da manhã impediram a transmissão via internet, a sessão foi iniciada com a leitura dos processos relativos à infração ao Código de Ética Profissional. No comando, o presidente Joel Krüger informou que a sessão seria interrompida às 11h para que as comissões finalizassem a formação de grupos de trabalho a serem submetidos a aprovação ainda nesta sessão.

Na sessão, os conselheiros aprovaram o tema central do 10º Congresso Nacional de Profissionais (CNP): “Estratégias da Engenharia e da Agronomia para o Desenvolvimento Nacional”. Foram definidos também os eixos temáticos: “Inovações Tecnológicas – Inovações tecnológicas no processo de desenvolvimento econômico sob a ótica da Engenharia e da Agronomia; “Recursos Naturais – O papel da Engenharia e da Agronomia na utilização e aproveitamento de recursos naturais com sustentabilidade”; Infraestrutura – A governança da política de infraestrutura brasileira sob a ótica da Engenharia; “Atuação Profissional – Os rumos da formação profissional da Engenharia e Agronomia brasileiras"; e a “Atuação das empresas de Engenharia – Governança das empresas de Engenharia e obras públicas”.

Contecc
A continuidade da Comissão Temática do Congresso Técnico Científico da Engenharia e da Agronomia (Contecc) para 2019, com o objetivo de organizar o Congresso para a próxima edição da Soea, também foi aprovada. A Comissão, que continua sendo supervisionada pela Comissão de Educação e Atribuição Profissional (Ceap), será coordenada pelo conselheiro federal eng. eletric. Jorge Luiz Bitencourt da Rocha, terá como suplente o eng. civ. Osmar Barros Júnior e também será composta pelos especialistas eng. agr. Laerte Marques da Silva; eng. agr. Luiz Antonio Corrêa Lucchesi; e o  eng. mec. Ernando Alves de Carvalho Filho. O coordenador anunciou que a instalação será dia 12 de fevereiro, no Confea.

Reciprocidade

 

Conselheiro Osmar relatando processo da Ceap
Conselheiro Osmar relatando processo da Ceap

 

Ainda na tarde da sessão plenária 1483, foram aprovados 11 registros de diplomados no exterior com base no Termo de Reciprocidade firmado entre o Confea e a Ordem dos Engenheiros de Portugal. “Desde que foi firmado, em 2016, já foram feitos mais de 200 registros”, contabilizou o conselheiro federal, que integra a Comissão de Educação e Atribuição Profissional (Ceap),  eng. civ.  Osmar Barros Júnior. 

Rompimento da barragem em Brumadinho (MG)
Antes de encerrar, o presidente ainda comentou o desastre na Barragem VI no Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que se rompeu na tarde de sexta-feira (25). Krüger  contabilizou os números signigicativos da tragédia, que novamente atingiu o estado mineiro, e lembrou que, segundo a Política Nacional de Segurança de Barragens (lei nº 12.334/2010), o órgão fiscalizador é  a Agência Nacional de Mineração (ANM).

“Estamos em contato com o Crea Minas Gerais e tão logo tenhamos mais informações nós vamos nos manifestar. Neste momento nos solidarizamos com o estado de Minas Gerais, com o Crea - que está acompanhado de perto - e , principalmente, com as vítimas e suas famílias. Lamentamos profundamente, mas precisamos aguardar as informações para que qualquer manifestação do ponto de vista técnico seja feita com a prudência que se requer em uma hora dessa", finalizou o presidente do Confea.


Maria Helena de Carvalho e Fernanda Pimentel
Equipe de Comunicação do Confea

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